domingo, 31 de outubro de 2010

Campanha "EU ADOTEI UMA ÁRVORE"




O planeta Terra tem, comprovadamente, sofrido mudanças climáticas negativas por conta da ação humana. Já tomou alguma atitude pessoal para melhorar o mundo? Comece com um gesto simples: PLANTE UMA ÁRVORE! Vamos deixar nossas ruas mais bonitas, arborizadas e coloridas (com Ipês, por exemplo). Adote essa idéia, adote uma árvore. ESPALHE ESSA IDEIA!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Catedral de Nossa Senhora da Conceição

Cine Capitólio



Aguardando restauração há décadas! Até quando? Já caiu o teto. Estão esperando que caiam as paredes também?

Este prédio conta muito da história de Campina.

SENAC - Alto Branco



Recebedoria de Rendas

Terminal de Integração

2º Batalhão de Polícia Militar


sábado, 26 de junho de 2010

Pioneiros

Os Pioneiros da Borborema

Foto: Anderson Silva As estátuas intituladas de "Os Pioneiros da Borborema" foram inauguradas no dia do centenário da cidade, como uma homenagem, no dia 11 de outubro de 1964. A construção do monumento foi decidida por quase unanimidade entre os integrantes da comissão responsável pelas comemorações dos 100 anos de emancipação política Campina Grande. Houve coleta de sugestões com a população para as comemorações.

O monumento é constituido de três figuras representativas: o índio, a catadora de algodão e o tropeiro. O índio representa a origem primitiva da cidade e sua força de luta. A catadora de algodão representa a força da mulher e o acentuado desenvolvimento industrial da cidade gerado pelo ciclo algodoeiro. O tropeiro personifica o comércio e a resistência do povo campinense. O monumento tem sua frente em direção ao nascer do sol, demonstrando o progresso e a esperança com o futuro. Por muitos anos as estátuas indicavam a chegada à Campina Grande para quem chegava da capital e outras cidades do leste.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Açude Velho


Parque da Criança



Parque da Criança





Maior São João do Mundo

O que faz o São João de Campina Grande ser o MAIOR DO MUNDO?

Duração do evento: 31 dias (04 de junho a 04 de julho)

Área do Parque do Povo: 42,5 mil m²

Investimento: R$ 5 milhões

Geração de empregos diretos e indiretos: cerca de 12 mil

Barracas: 150 (de tamanhos variados)

Quiosques: 98

Ambulantes: 300

Trios de forró: mais de 145

Apresentações de trios de forró: cerca de 600

Horas de forró tocadas pelos trios de forró: cerca de 1.800h

Shows no palco principal: mais de 94

Quadrilhas juninas: mais de 160

Apresentações de quadrilhas juninas: mais de 350

Mais de 500 horas de forró

03 Ilhas de Forró

Pirâmide Jackson do Pandeiro: capacidade para 08 mil pessoas

Fogueira Gigante: mede 18 metros de altura

Público para o São João 2010: cerca de 2 milhões de pessoas

Show Pirotécnico: 02 toneladas de fogos de artifício em quinze minutos de duração
Lugares onde a festa também acontece: 03 sítios, 03 bairros, 02 Distritos (Galante e São José da Mata), Feira da Prata, Centro de Apoio ao Turista.

Fonte: http://www.saojoaodecampina.pb.gov.br

Cine São José




Fonte: http://pt.wikipedia.org/

MacielPinheiro




Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Açude Novo - Campina Grande




Fonte: http://pt.wikipedia.org

Bandeira de Campina Grande

Telegrafo de campina grande




Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Antiga Praça da Bandeira de Campina Grande



Fonte: http://pt.wikipedia.org/

Avenida Floriano Peixoto em Campina Grande no início do Século XX




Fonte: http://pt.wikipedia.org

História de Campina Grande - VIII

Tech City

Há muito tempo o município apresenta forte participação na área tecnológica. Nos anos 40, Campina Grande era a segunda exportadora de algodão do mundo, sendo o primeiro lugar o Liverpool, na Grã-Bretanha. Em 1967, a cidade recebe o primeiro computador de toda a região Nordeste do Brasil, que ficou no Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Federal da Paraíba, Campus II (hoje Universidade Federal de Campina Grande). Hoje, tantos anos depois, Campina Grande é referência em se tratando de desenvolvimento de Software e de indústrias de informática e eletrônica.

A revista americada Newsweek escolheu, na edição de abril de 2001, 9 cidades de destaque no mundo que representam um novo modelo de Centro Tecnológico. O Brasil está presente na lista com Campina Grande, que foi a única cidade escolhida da America Latina. Em 2003, mais uma menção foi feita à cidade: desta vez referenciada como o "Vale do Silício brasileiro", graças, além da high tech, às pesquisas envolvendo o algodão colorido ecologicamente correto.

Segundo a revista, o motivo para o sucesso foi a Universidade Federal da Paraíba, Campus II (que em 2002 tornou-se a Universidade Federal de Campina Grande). Desde 1967, quando os acadêmicos conseguiram apoio para comprar o primeiro computador do nordeste, um mainframe IBM de US$ 500 mil, criou-se uma tradição na área de computação que hoje tem reconhecimento em todo o mundo.

Campina Grande possui cerca de setenta e seis empresas produtoras de software, o que representa mais de 500 pessoas de nível superior faturando, ao todo, 25 milhões de reais por ano, o que representa 20% da receita total do município.

Ultimamente, o mais importante vínculo no setor de Informática criado na cidade foi com o TecOut Center, em 2004, que fez aliança com a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, que desde 1984, em sua fundação em Campina Grande, deu origem a mais de 60 empresas de tecnologia. O TecOut Center surgiu com o objetivo de aproximar as empresas de tecnologias brasileiras com as chinesas, propiciando uma interação tecnológica entre o Brasil e a China, gerando empregos e fortalecendo o desenvolvimento local.

As 9 cidades citadas pela Newsweek foram:

* Akron, Ohio, EUA
* Huntsville, Alabama, EUA
* Oakland, California, EUA
* Omaha, Nebraska, EUA
* Tulsa, Oklahoma, EUA
* Campina Grande, Paraíba Brasil
* Barcelona, Espanha
* Suzhou, China
* Côte d'Azur, França



FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

História de Campina Grande - VII

Crescimento com o Ouro Branco

Com o tempo a cidade ia se desenvolvendo, mas somente no início do século XX foi que mudanças econômicas e mudanças nas condições de vida vieram a realmente acontecer significativamente.

O algodão no início do século XX foi para Campina Grande a principal atividade responsável pelo crescimento da cidade, atraindo comerciantes de todas as regiões da Paraíba e de todo o Nordeste. Até a década de 1940, Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo, atrás somente de Liverpool, na Inglaterra. Por isto, Campina Grande já foi chamada de a "Liverpool brasileira". Devido ao algodão, nesses anos Campina viu crescer sua população de 20 mil habitantes, em 1907, para 130.000 habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650% em 32 anos. No ano de 1936, o município tinha 14.575 prédios, além de 15 indústrias, cinco estabelecimentos bancários, colégios, cinemas, clubes, etc.

A produção de algodão teve um impulso importante com a chegada das linhas ferroviárias para a cidade, trazidas durante a administração do prefeito Cristiano Lauritzen, por estas consistirem de um tipo de transporte barato e de larga escala. Com o uso do trem, houve uma grande mudança na economia local: Campina pôde mais facilmente exportar sua produção de algodão (o "Ouro Branco"), assim como outros produtos para os portos mais próximos, principalmente o de Recife.

Até 1931, a Paraíba foi o maior produtor de algodão do Brasil, com produção de 23 milhões de quilos de algodão em caroço. Com a crise do Café em São Paulo, este passou a produzir algodão como alternativa. Em 1933, São Paulo já produzia 105 milhões de quilos em comparações com seus 3,9 milhões em 1929. Vários fatores foram responsáveis para o decadência de Campina Grande no ramo do algodão, as principais foram: 1) inexistência de um porto na Paraíba para grandes navios, pois João Pessoa não possuia tal porto, fazendo com que Campina Grande tivesse que usar o porto de Recife, mais distante, para o transporte do algodão); 2) preço em comparação ao produto de São Paulo; 3) Ingresso de outras empresas estrangeiras no mercado do algodão.

Se João Pessoa, na época, tivesse um porto pelo menos do tamanho do de Recife, a história poderia ter sido diferente, Campina Grande continuaria por mais alguns anos a possuir o crescimento anormal que estava tendo e hoje seria uma cidade muito maior.

No decorrer do Século XX, a capital da Paraíba, João Pessoa, perdeu importância e viu a ascensão de Campina Grande, cidade do interior do estado. A economia pessoense, na primeira metade do século, praticamente se estagnou. Até os anos 60, era praticamente uma capital administrativa, pois Campina Grande aproximou-se do posto de cidade mais importante do estado, já que, nesse período, Campina Grande despontava como importante pólo comercial e industrial não só do estado, mas também da Região Nordeste, passando a arrecadar mais impostos do que a Capital. João Pessoa, naquela época, tinha poucas indústrias e apenas desempenhava funções administrativas e comerciais. A partir dos anos 60, após grandes investimentos privados e governamentais, tanto do governo estadual quanto do governo federal, João Pessoa ganhou novas indústrias e importância, reafirmando sua importância de cidade principal do estado, no que concerne à economia e à população.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

História de Campina Grande - VI

A cidade

Em 11 de outubro de 1864, de acordo com a Lei Provincial nº 137, Campina Grande se eleva à categoria de Cidade. Neste momento, a Paraíba tinha dezesseis vilas e mais seis cidades: Parahyba (atual João Pessoa), Mamanguape, Areia, Souza e Pombal (Paraíba).

A cidade de Areia, que se tornou cidade já em 1846, havia se tornado a mais destacada da Paraíba, fora a capital, tanto economica, social e politicamente. Além disso, Areia tinha grande influência cultural e intelectual. Embora Campina Grande não fosse tão bem edificada quanto Areia, não era menor que ela. Na época, a cidade de Campina Grande tinha três largos e cerca de trezentas casas distribuídas em quatro ruas: a rua de origem, a Rua da Matriz (hoje Avenida Floriano Peixoto), a Rua do Meio (Afonso Campos), a Rua Grande (Maciel Pinheiro), a Rua do Seridó (Barão do Abiaí) e a Rua do Emboca (Peregrino de Carvalho). Possuía, ainda, duas igrejas: a da Matriz (hoje a Catedral) e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, que veio a ser destruída mais tarde pelo prefeito Vergniaud Wanderley (hoje existe outra igreja com o mesmo nome). Possuia também uma cadeia e uma Câmara Municipal, entre outras contruções.

Apesar de todo o desenvolvimento comercial que a cidade obteve, o aspecto urbano da mesma não mudava praticamente nada. Em alguns anos, apenas os prédios da Cadeia Nova, da Casa de Caridade, do Grêmio de Instrução e Paço Municipal foram construídos. Porém, em se tratando de casas, muitas foram construídas fazendo com que, no fim do século XIX, Campina Grande tivesse cerca de 500 casas.

No ano de 1864 foi construído um prédio onde se faria o mercado. Este lugar teve vários nomes, dentre os quais: "Largo do Comércio Novo", "Praça da Uruguaiana", "Praça das Gameleiras", "Praça da Independência" e, por fim, "Praça Epitácio Pessoa". Em 1870 uma lei (Lei Provincial n.º 381) proibia que se fizesse banhos ou lavagem de roupas e de animais no Açude Novo, assim como ficou proibido vaquejadas nas ruas da cidade. Em 1872, conforme o Decreto Imperial do dia 18 de setembro de 1865, faz padrão o sistema métrico decimal francês em Campina Grande.


Revolta de Quebra-Quilos

Em 1874, foi deflagrada a insurreição dos Quebra-Quilos, liderada por João Vieira (João Carga d'Água). Descendo a serra de Bodopitá, João Vieira e os demais revoltos invadiram a feira da cidade, quebrando as medidas (caixas de um e cinco litros) que eram concedidas pelo município aos feirantes e jogaram os pesos no Açude Velho. A revolta foi tão generalizada, que não somente se alongou para outras cidades do Brejo e do Cariri, como também extrapolou as fronteiras do estado, chegando a Pernambuco e até Alagoas.

Depois de algum tempo os revoltosos já se encontravam em bom número e armados. Eram liderados por Manoel de Barros Souza, conhecido como Neco de Barros, e também por Alexandre de Viveiros. Um dos objetivos de Alexandre de Viveiros era se livrar das provas de crime que lhe denunciava, daí, juntos, Manoel de Barros e Alexandre de Viveiros, invadiram a cadeia da cidade e libertaram todos os presidiários (que incluiam o pai de Manoel) e tocaram fogo nos cartórios e no arquivo municipal. Demais de alguns meses, a revolta de Quebra-Quilos foi impedida pelas forças policiais. Alexandre de Viveiros foi preso, mas João Carga d'Água ficou desaparecido.

Após o incidente, os policiais abusaram da população sem motivo, prendendo ou espancando campinenses inocentes e até ilustres. Assim, os campinenses sofreram por conta de João Carga d'Água e seus Quebra-Quilos. Sofreram novamente com os cangaceiros de Neco de Barros e Alexandre Viveiros e, por fim, sofreram com a própria polícia.


Desenvolvimento urbano

Em termos de desenvolvimento urbano, no final do século XIX, podemos destacar a construção do primeiro sobrado da cidade, um dos mais elegantes do estado, e o surgimento das primeiras residências no bairro de São José e nas ruas da Lapa (hoje Rua 15 de Novembro), Serrotão e do Emboca (hoje Peregrino de Carvalho). O Paço Municipal, iniciada em 25 de março de 1877 e inaugurada no dia 2 de dezembro de 1879, ficava ao lado da Catedral, e foi demolida no ano de 1942, deixando o espaço usado hoje como estacionamento da igreja.

Em maio de 1891, um prédio foi construido com o intuito de ensinar e exibir o teatro, assim surge o Colégio Alfredo Dantas. Mas antes do Colégio Afredo Dantas existia o Grupo Solon de Lucena que funcionava no antigo prédio da reitoria da Universidade Estadual da Paraíba, atualmente, Escola de Ensino Fundamental Solon de Lucena, Colégio Clementino Procópio e o Campinense.

Em julho de 1900, surge a primeira escola de Belas Artes. Em março de 1904, chegam em Campina os primeiros carros e ônibus.



Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

História de Campina Grande - V

Surgimento da vila

No fim do século XVIII, a Coroa pretendia criar novas Vilas na província. Nesta época, a província da Paraíba era sujeita à de Pernambuco, cujo governador era D. Tomás José de Melo. Em 1787, o ouvidor da província da Paraíba, Antônio F. Soares, pediu ao governador de Pernambuco a criação de três Vilas na capitania. Duas dessas vilas o ouvidor criaria em Caicó e em Açu, onde já haviam povoamentos e nesta época faziam parte da Capitania da Paraíba. A outra, pretendia criar na região do Cariri, que compreendia parte do que hoje são a Microrregião do Cariri Oriental e do Cariri Ocidental. Campina Grande e Milagres eram as duas freguesias candidatas à virarem Vila que estavam naquela região.

Assim, em abril de 1790, Campina Grande foi escolhida pelo Ouvidor Brederodes para se tornar Vila, devido à suas terras cultivadas produzirem mais riquezas e principalmente devido à sua melhor localização, estando entre a capital no litoral e o sertão.

No dia 6 de abril, Campina Grande passou a ser chamada oficialmente de Vila Nova da Rainha, em homenagem à Rainha Dona Maria I. Apesar da mudança de nome, os habitantes locais continuaram a chamar o lugar de Campina Grande, e somente em textos oficiais e formais o nome Vila Nova da Rainha era utilizado.

No dia 20 de abril de 1790, o Pelourinho foi criado na nova vila. Em relação à administração da vila, ela era dada por 2 vereadores e 2 juízes ordenários. Os dois primeiros vereadores da Vila Nova da Rainha foram: Joaquim Gomes Correia e Luiz Pereira Pinto e os dois primeiros juízes, Pedro Francisco Macedo e Paulo Araújo Soares. Destes quatro, três eram descendentes da família Oliveira Lêdo: Paulo Soares, Luiz Pinto e Joaquim Gomes. A Cadeia de Campina Grande foi contruída em 1814, no largo da Matriz (atual Avenida Floriano Peixoto). Este prédio hoje em dia é o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande.

A vila então possuia câmara municipal, cartório e pelourinho. Entretanto, a Vila Nova da Rainha não despertou grande interesse da província e crescia ainda muito lentamente: depois de 8 anos criada a vila, possuia pouco mais de cem casas com apenas 3 mil habitantes.

O território ocupado pelo município era bastante abrangente: compreendia o Cariri (a não ser por Serra do Teixeira), parte do Agreste, parte do Brejo, abrangendo os povoados de Fagundes, Boqueirão, Cabaceiras, Milagres, Timbaúba do Gurjão, Alagoa Nova, Marinho, e outros, ao todo somando um território de mais de 900 km².

A criação da Vila de Cabaceiras, em 1835, e a Vila de Alagoa Nova, em 1850, justamente com outros desmembramentos, fez a área da cidade reduzir-se consideravelmente. Além de reduzir muitas terras férteis que em Campina havia.

Em 1871, chegam em Campina Grande os primeiros imigrantes: árabes, ingleses, italianos, americanos, turcos, alemães, franceses, indianos e principalmente os dinamarqueses.


A tragédia de 1856


Em 1852 a população da Vila já era de 17.900 pessoas. Mas em 1856, uma epidemia de cólera-morbo matou cerca de 1.550 pessoas do lugar, diminuindo quase 10% de sua população. A epidemia retorna em 1862, desta vez vitimando 318 campinenses.

O Cemitério das Boninas, que ficava nos fundos do Colégio Alfredo Dantas (antigo "Grêmio de Instrução Campina-Grandense"), foi um dos lugares improvisados para o sepultamento desses mortos. Só em 1895 é construído o Cemitério Nossa Senhora do Carmo, no alto da Rua da Areia (atual Rua João Pessoa). Até o ano de 1897, os mortos eram sepultados no Cemitério das Boninas (o "Cemitério Velho").


Participação em revoluções

Em 1817, tem início a Revolução Pernambucana e a Vila Nova da Rainha participou com Padre Virgínio Campêlo e Padre Golçalves Ouriques, que não lutaram com armas, mas participaram com falas e como padres. Com a derrota do movimento, foram presos por 3 anos na Bahia. Sete anos depois, em 1824, a Vila Nova da Rainha participou da Confederação do Equador, dando auxílio com a "hospedagem" de presos trazidos do Ceará, dentre eles Frei Caneca, que ficou preso onde hoje existe o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande. Em 1848, a Vila também tem participação na Revolução Praieira. A participação de Campina Grande nessas três revoluções foi representada na Bandeira de Campina Grande na forma de três espadas.

Construção das barragens

Em 1828, foi contruído um açude na Vila Nova da Rainha, pois esta possuia apenas riachos. Sobre o Riacho das Piabas foi construído o açude que hoje é conhecido como o Açude Velho, cartão postal de Campina Grande. O Açude Velho começou pequeno, mas então foi ampliado até adquirir as proporções que têm hoje, com uma área de 250 m². Dois anos depois, em 1830, outro açude foi construído para auxiliar o primeiro, este ficou conhecido como Açude Novo. Ambos os açudes ajudaram à popução melhor resistir a uma desastrosa seca ocorrida em 1848. Um terceiro açude ainda foi criado, desta vez sobre o Riacho de Bodocongó. O nome do terceiro açude foi "Açude de Bodocongó", entregue à população no dia 15 de janeiro de 1917. Este açude propiciou o desenvolvimento da região, onde surgiu um bairro com o nome do açude, Bodocongó.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

História de Campina Grande - IV

Crescimento do povoamento

Um ano mais tarde, voltou onde havia aldeado os índios Ariús já a algum tempo. Com um ano, a aldeia já era povoação e se chamava Campina Grande. Devido à ótima localização do povoamento, pois ficava no ponto de passagem do litoral para o sertão, Teodósio incentivava fortemente o crescimento da população e o desenvolvimento do lugar.

O Capitão-mor trouxe da capital um padre italiano da ordem de Santo Antônio para realizar um trabalho de batismo nos índios do povoamento. Nessa época, para exercer suas atividades, o padre construiu uma casinha, feita de taipa, para servir de igreja, realizando missas e batismos. Tempos mais tarde, um decreto Real mandado pela Coroa concedia 25 mil réis para cada Aldeia ou Capela, em forma de ajuda. O padre utilizou estes poucos recursos para melhorar um pouco a igreja do lugar. Esta igreja continuou existindo, com melhorias graduais. Em 1753 foi reformada e aumentada e somente em 1793, depois de outra reforma, conseguiu seu aspecto de hoje: a antiga igreja de taipa se tornou a Catedral Nossa Senhora da Conceição, Catedral de Campina Grande.

A igreja construída pelo padre trazido por Teodósio de Oliveira Lêdo se situava no alto da ladeira da Rua do Oriente (atual Rua Vila Nova da Rainha). A igreja influenciou a construção de várias casas na região, que hoje constitui a avenida mais importante de Campina Grande, a Avenida Floriano Peixoto.

Campina Grande teve desenvolvimento muito lento e pouco mudou por todo o século XVIII. Outra aldeia, a de Cariri, mais recente que Campina Grande, tomou a dianteira, progrediu muito rapidamente e se tornou Freguesia já em 1750, fazendo Campina Grande depender desta. A freguesia formada pela aldeia de Cariri foi chamada Freguesia de Milagres, já que sua padroeira era a Nossa Senhora dos Milagres. Apenas em 1769, 19 anos depois, foi que Campina Grande se torna também Freguesia, libertando-se de dependências com a Freguesia de Milagres. Depois de virar freguesia, Campina Grande teve maior desenvolvimento.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

História de Campina Grande - III

Aldeiamento pelos índios Ariús

Depois de algum tempo, Teodósio foi chamado pelo Governador-Geral D. João de Lencastre para falar com o Governador Provincial. Em sua viagem até à Capital, onde deveria falar com o Governador Pronvincial, Teodósio de Oliveira Lêdo levava consigo um grupo de índios Ariús, povo indígina descendente dos Tapuias. Os Ariús foram "domesticados" por Teodósio, sendo seus aliados.

Na ida para a Capital, Teodósio passou pela Borborema, por um caminho diferente, numa chapada espaçosa, uma campina verde. Foi este local que Teodósio escolheu para demorar um pouco e descansar sua gente. Gostando do lugar, Teodósio decidiu aldeiar os índios Ariús aldeados naquela localização, em 1 de dezembro de 1697. Depois, partiu para a Capital.

O aldeamento dos Ariús teve importância política, tendo até sido citado na carta de maio de 1699 do Capitão-mor ao rei de Portugal. A partir de então a localidade passa a ser conhecida formalmente.

Chegando na Capital, foi falar com o Governador Provincial, que já não era o mesmo da outra visita: Manoel Nunes Leitão fora trocado pelo Governador Manoel Soares de Albergaria. Lá, expôs a situação atual do Sertão, de como os índios estavam fazendo devastações e queimadas em suas propriedades e em todo o sertão. Teodósio então pediu munição, armas e soldados, para contornar o problema com os índios do Sertão. Com esta conversa, Teodósio de Oliveira Lêdo conseguiu pólvora, balas e armamentos, quarenta alqueires de farinha, sal, assim como índios mansos e soldados.

No dia 1 de janeiro do ano seguinte, o Capitão-mor Teodósio volta ao Rio Piranhas novamente, com a munição e soldados para lutar contra os índios. Nesse momento, a povoação às margens do Rio Piranhas já era chamada de Bom Sucesso, que mais tarde virou cidade com o mesmo nome: Bom Sucesso -PB. Usando tudo o que recebera do Governador, conseguiu reconquistar as terras o Sertão.

Os Ariús formaram a primeira rua do lugar, com casas de taipa, nas proximidades do Riacho das Piabas. Mais tarde a rua foi chamada de Rua do Oriente, que hoje é a rua Vila Nova da Rainha. A economia do povoado era sustentada pela feira das Barrocas, por onde passavam vários boiadeiros e tropeiros.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

Fundação de Campina Grande - II

Normalmente a origem de Campina é creditada à ocupação pelos índios Ariús na aldeia de Campina Grande, liderados por Teodósio de Oliveira Lêdo, Capitão-mor do Sertão, em 1º de dezembro de 1697. O Capitão-mor fez a consolidação do povoado e seu desenvolvimento, integrando o sertão com o litoral, levando em consideração que o posicionamento geográfico de Campina Grande é privilegiado, sendo passagem dos viajantes do oeste para o litoral paraibano.

Controvérsia

No entanto, a fundação de Campina Grande ainda gera controvérsias, pois a localidade podia já estar ocupada quando Teodósio chegou com os índios Ariús. O principal indício é de que Campina Grande é mais antiga do que se pensa, é a presença de seu nome em um mapa italiano, elaborado por Andreas Antonius Horatiy, que se encontra no livro "Istoria delle Guerre del Regno del Brasile Accadute tra la Corona de Portogallo e la Republica de Olanda", de autoria do Frei Gioseppe Santa Teresa. Este livro italiano foi publicado em Roma no ano de 1698, que foi um ano após a fundação de Campina Grande. O problema reside no fato de que, apesar de Campina Grande ter sido fundada em 1697, somente no dia 14 de maio de 1699 o Governador da Paraíba Manoel Soares de Albergaria escreveu uma carta ao Rei de Portugal notificando sobre as descobertas de Teodósio de Oliveira Lêdo, o que gera o impasse. Como a itália pôde ter conhecimento de Campina Grande, constando esta como povoação no mapa de Horatiy, já em 1698?

Os Oliveira Lêdo

A história do surgimento de Campina Grande, assim como de várias cidades do interior paraibano, foi trilhada a partir dos feitos da família dos "Oliveira Lêdo", portugueses que residiam na região da Bahia próxima ao Rio São Francisco, que hoje integra o estado de Sergipe, e que partiram de lá, em 1664, para explorar uma sesmaria que lhe havia sido concedida ao longo do Rio Paraíba. Inicialmente, os personagens importantes dentre os Oliveira Lêdo para o aldeamento de Campina Grande foram quatro: Custódio Oliveira Lêdo, seu irmão Antônio Oliveira Lêdo, e seus dois filhos, Constantino e Teodósio de Oliveira Lêdo. Foi Teodósio de Oliveira Lêdo a quem se credita o título de "fundador de Campina Grande".

Dos quatro "Oliveira Lêdos", a princípio apenas Teodósio não participava dos desbravamentos junto com seu irmão, pai e tio, continuando a ser criador de gado na Bahia. Antônio Oliveira Lêdo era desbravador das terras da Capitania da Paraíba, ainda ocupadas por indígenas, que eram chamados de "gentios". Antônio foi o primeiro capitão-mor da Infantaria de Ordenanças a Pé do Sertão da Paraíba. Junto com Custódio, seu irmão, e Constantino, seu filho, atravessaram várias regiões da Paraíba, encontrando os índios e fundando povoações, até chegarem na Serra da Borborema.

Nesse tempo, Teodósio de Oliveira Lêdo recebeu convite de seu irmão, Constantino, para trazer gado e mais gente para a Paraíba. Assim, Teodósio trouxe várias espécies de gado e gente de confiança, capaz de criar o gado e lutar contra os índios. Depois de alguns anos, Antônio de Oliveira Lêdo morreu, e foi Constantino que assumiu o seu lugar de Capitão-mor, segundo a Lei. Depois da morte de Constantino, Teodósio foi nomeado Capitão-mor das Fronteiras das Piranhas, Cariri e Piancó em 1694. Explorando a sesmaria, Teodósio lutou contra os índios Tapuias, estendendo seus limites até o Rio Piranhas, fundando um povoado.

Em 1694, as notícias sobre a atuação de Teodósio de Oliveira Lêdo na ocupação da Capitania da Paraíba e na luta contra os gentios chegaram até o Governador-Geral D. João de Lencastre, que o chamou até a capital da província, onde o Governador Manoel Nunes Leitão assinou a patente garantindo à Teodósio munição, pólvora, farinha, alimentação e especiaria.

Depois de receber a patente, Teodósio voltou ao arraial formado no Rio Piranhas. Com mais pólvora e munição, continuou a desbravar novas terras, arrendando propriedades, fazendo novos povoamentos e aumentando a criação de gado da Paraíba. O povoado do Rio Piranhas cresceu e virou uma povoação maior.


FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

História de Campina Grande - I

A história da urbanização da cidade de Campina Grande tem um forte vínculo com suas atividades comerciais desde os primórdios até os dias atuais. Primeiramente a cidade foi lugar de repouso para tropeiros, em seguida se formou uma feira de gado e uma grande feira geral (grande destaque no Nordeste). Posteriormente, a cidade deu um grande salto de desenvolvimento devido à cultura do algodão, quando Campina Grande chegou a ser a segundo maior produtora de algodão do mundo. Atualmente, a cidade tem grande destaque no setor de informática e desenvolvimento de softwares. Abaixo, seguem-se as etapas da urbanização da cidade de Campina Grande, passando pelos estados de aldeia, povoamento, vila e cidade.

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_de_Campina_Grande

CAMPINA GRANDE

Cidade de Campina Grande é a segunda mais populosa do Estado da Paraíba (após João Pessoa, capital do Estado, da qual dista 120 km). De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2005 sua população é estimada em 376.132 habitantes e sua área territorial é de 621 km². É considerada um dos principais pólos industrial e tecnológico da Região Nordeste do Brasil. O município foi criado em 1788. A cidade possui uma agenda cultural variada, destacando-se os festejos de São João, que acontecem durante todo o mês de junho.

Tem destaque nas áreas de informática, serviços (saúde e educação), no comércio e na indústria, principalmente indústria de calçados e têxtil, suas atividades econômicas principais. Sedia empresas de porte nacional e internacional.

Detém uma boa infra-estrutura de estradas, transportes (rodoviário, aéreo e ferroviário), comunicações e energia elétrica.

Campina Grande também é conhecida como cidade universitária, pois conta com duas universidades públicas (Universidade Federal de Campina Grande - UFCG e a Universidade Estadual da Paraíba - UEPB) e particulares como a FACISA, a U.V.A., a UNESC e a CESREI, com cursos nas áreas de humanas, exatas e saúde, pós-graduação, garantindo um dos melhores pontos universitários do país e excelente exportador de bons profissionais para o mercado de trabalho. É comum estudantes do Nordeste e de todo o Brasil virem morar na cidade para estudar nas universidades de Campina Grande.
Além de um ótimo ensino superior, a cidade oferece boa capacitação para o nível médio e técnico. Instituições especializadas como o SENAI, SENAC, Centro de Tecnologia do Couro e do Calçado, Laboratório de Vestuário e a Escola Técnica Redentorista, além de contar com o Instituto Federal de Educação da Paraíba - IFPB.

Campina Grande hoje atua no turismo, importando e exportando culturas e tecnologia em eventos de reconhecido porte no Brasil e no exterior.

PROGRAMAÇÃO DO MAIOR SÃO JOÃO DO MUNDO 2010


FONTE: http://www.saojoaoemcampina.com.br/geral/programacao.shtml

O Maior São João do Mundo

Eventos Paralelos

SÍTIO SÃO JOÃO

Retratando a vida sertaneja, o Sítio São João traz elementos da vida rural da década de 40, com casa de moradia dos sitiantes, bodega, capela, casa de farinha e depósito de mangai. Também os costumes da época, com as formas de cozinhar e dormir. Para os visitantes interessados, o Sítio São João foi instalado este ao ano na Avenida Manoel Tavares.


VILA NOVA DA RAINHA



Campina Grande era chamada, em suas origens, de Vila Nova da Rainha. Uma cidade cenográfica instalada na parte inferior do Parque do Povo exibe as formas da época em que Campina Grande, como entroncamento da região sertaneja para o litoral, recebia tropeiros que transportavam suas mercadorias e gêneros de primeira necessidade, acampando na vila. O local, que era de descanso, se transformou num grande entreposto comercial. Os turistas vão se deparar com a réplica da catedral, do cassino e diversas réplicas de casas da época.


PIRÂMIDE



Tem sido o espaço reservado a apresentação de dezenas de quadrilhas e grupos folclóricos.

O turista poderá, sem se preocupar com as chuvas que são comuns no mês de junho, apreciar as apresentações e conhecer um pouco mais das danças e cultura nordestina na Pirâmide do Parque do Povo.



Bandeirolas e balões em verde amarelo fazem alusão aos jogos da Copa do Mundo, tendo sido instalado também um telão para que os visitantes acompanhem os jogos da seleção brasileira. Acontece neste espaço o Festival de Quadrilhas, com a novidade do concurso que elegerá o “Casal Junino”, sendo avaliados a simpatia, desenvoltura, coreografia e roupas do casal, entre outros detalhes.


SALÃO DO ARTESANATO




Os turistas poderão levar suas lembranças do maior São João do Mundo. Uma feira de artesanato exibe aos visitantes vasta variedade de produtos regionais, desde redes a réplicas de carros de boi, bonecas de pano etc. As peças de artesanato comercializadas são confeccionadas a partir de matéria-prima rústica, como madeira, estopa, bucha vegetal, sisal, barro, couro ou tecido.


CULINÁRIA





Não poderia faltar a culinária nordestina. Nas centenas de barracas e pavilhões o turista e anfitriões da cidade de Campina Grande terão nos 30 dias de festa um Cardápio Turístico, em três idiomas – português, inglês e espanhol –, e poderão apreciar pratos típicos tais como, buchada de bode, cuscuz com carne guisada, pamonha, pé-de-moleque, delícia de macaxeira, tapioca, canjica, manguzá, bolo de milho, etc. Não podemos esquece da cachaça de alambique, produzida na região de forma artesanal, boa para esquentar as noites juninas.


CASAMENTO COLETIVO

Alguém encalhado por aí? Pois é, a cidade promove ainda o casamento coletivo. A devoção aos santos juninos e a crendice popular, que giram em torno de seus poderes, mantêm vivas algumas expressões da cultura popular do Nordeste. Por exemplo, acreditar que Santo Antônio é casamenteiro é tradição que se transfere de geração a geração e que foi absorvida e está sendo preservada pelo Maior São João do Mundo. É por isso que a programação do evento reserva espaço a um “Casamento Coletivo” em pleno Parque do Povo.


TREM FORROVIÁRIO



É opção que não acaba mais. O Maior São João do Mundo também tem o Trem Forroviário. Num passeio de 12 km, em uma locomotiva com 7 vagões, o turista desfrutará de um belíssimo passeio da cidade de Campina Grande ao Distrito de Galante, tendo a oportunidade de conhecer as paisagens bucólicas da região e se divertir ao som de muito forró. No trem os turistas contam com recepcionistas, bar com bebidas, comidas típicas, segurança e apoio especializado. Ao desembarcar em Galante, a festa continua, com o Arraial de Galante, uma ampla estrutura com passeios a cavalo, ou em carroças de burro ou jegues e comidas típicas.


ILHAS DE FORRÓ

São várias palhoças chamadas de “Ilhas do Forró”. Durante as 30 noites de festa mais de 90 trios de forró animam o rala-buxo, no mais autêntico forró pé-de-serra. A estrutura dessas ilhas lembra muito as palhoças da zona rural, que tradicionalmente realizam as festas do interior.



FOGUEIRA



Uma fogueira de mais de 10 metros de altura construída a partir de cola, poliuretano, tecido, dentre outros instalada na parte superior do “Quartel General do Forró”, dando aos visitantes a impressão de uma fogueira de verdade e tornando ainda mais belo o cenário dos festejos do Maior São João do Mundo.


Corrida do Jegue

Este é sem dúvida o evento mais divertido do São João de Campina. Trata-se de uma competição de corrida de jegues que acontece no Parque do Povo, a céu aberto.
Os animais se inscrevem no dia e no local da competição e se preparam para a corrida. Os jegues recebem nomes, números e se alinham para correrem em baterias de 4 jegues.

O CALOR DA ECONOMIA NO SÃO JOÃO

Coincidindo com o período de colheita das principais culturas nordestinas, como o feijão, mandioca e, principalmente, milho, a comemoração dos festejos juninos aquece a economia de toda a região. Não diferente, em Campina Grande todos os segmentos do comércio registram considerável aumento das suas vendas, inclusive, segundo Associação Comercial, com vendas que só perdem para o Natal, isso porque o turismo de eventos atrai turistas de todas as regiões do Brasil, bem como de outros países.
Para que se realize um evento de tamanho porte, hotéis, bares, transporte, fábricas de comida de milho, feiras, fogueteiros etc. atuam em todo o processo de preparação, execução e desfecho da festa. Bandas de forró, grupos artísticos, quadrilhas, movimentam também áreas diferentes, pois há produção de roupas, iluminação de palco, contratação de pessoal para montagem de barracas, decoração de lojas, barracas e pavilhões. Percebe-se um aparato para que se torne realidade o Maior São João do Mundo.

A movimentação de todas as mídias é um fator relevante para a comprovação do sucesso da festa, tendo em vista a sua repercussão nacional e internacional.

Importante ressalvar que são mais de 500 artistas, em sua maioria locais, que animam a festa, tendo nesta fonte de renda temporária, mas certa.

O sucesso do turismo é muito bem caracterizado pelo crescimento da rede hoteleira campinense que, no período junino, tem a sua capacidade lotada, sendo, inclusive, necessários aluguéis de residências para suprir a demanda de turistas.

Origem das festas juninas

As festas juninas remontam à Antigüidade, antes mesmo do surgimento do Cristianismo. Por toda a Europa no mês de junho os pagãos comemoravam o início do preparo da terra para o plantio, sendo então um mês bastante especial para a agricultura. Era o fim da primavera, se aproximando então o verão, com dias mais longos e quentes. A mudança destas estações, chamada de solstício de verão, era atribuída a deusa Juno, mulher de Júpiter, que fazia parte do panteão do Império Romano. Para os povos antigos os dias longos e quentes, após um período de rigoroso inverno, era uma benção que merecia rituais de agradecimento a tal divindade.

Quando o Cristianismo torna-se a religião oficial do Ocidente, no século IV, as principais celebrações pagãs foram incorporadas ao calendário das festas católicas, sendo reservado o dia 24 de junho à comemoração do dia do nascimento de São João Batista, sendo, a partir de então, criados pelos cristãos novos mitos para explicar as práticas pagãs. É o que chamamos hoje de sincretismo religioso. Para justificar o fogo (da fogueira) na festa cristã, conta-se que Santa Isabel teria acendido uma fogueira para avisar Maria – sua prima – do nascimento de seu filho João Batista. As comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia da morte de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e o da morte de São Pedro, 29 de junho.

Ao chegar no Brasil, os jesuítas difundiram a festa – comemorada com fogueiras, rezas e muita alegria -, que coincidiam com o período em que os índios realizavam seus rituais de fertilidade. Na época da colheita, a fartura era considerada uma bênção e devia ser comemorada com danças, cantos, rezas e muita comida, coincidindo com as comemorações juninas. É o momento de agradecimento pela abundância do ano anterior, reforçar os laços familiares e rezar para que os maus espíritos não impeçam a próxima colheita.

Em Campina Grande existiam as comemorações juninas nos bairros, de forma tímida e sem fins comerciais. O Maior São João do Mundo surge de um palhoção que existia perto do Centro Cultural.

Um "Mutirão" foi organizado para fazer o São João naquela área. Tendo a organização sido feita de última hora, os integrantes do mutirão estavam a pregar bandeirolas e a esperar o cimento secar poucas horas antes do início do evento. Das mil camisas que mandaram fabricar para venda no primeiro São João, tiveram que completar 12 mil, pois os pedidos eram muitos.

Tendo o prefeito Ronaldo Cunha Lima visto o sucesso atingido, fez toda a área do futuro Parque do Povo ser urbanizada e a Pirâmide do Parque do Povo ser construída.
Com o tempo, todas as atrações, barracas e tudo que se encontra no São João de Campina foram aparecendo: comidas típicas, artesanatos, os palcos, quadrilhas, ilhas de forró, cenários, casamento coletivo, trem do forró, etc.

Fique ligado(a):
PANTEÃO – O conjunto das divindades de uma religião politeísta.
SINCRETISMO - Fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originários.
SOLSTÍCIO – Época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. Os solstícios situam-se, respectivamente, nos dias 22 ou 23 de junho para a maior declinação boreal, e nos dias 22 ou 23 de dezembro para a maior declinação austral do Sol. No hemisfério sul, a primeira data se denomina solstício de inverno e a segunda solstício de verão; e, como as estações são opostas nos dois hemisférios, essas denominações invertem-se no hemisfério norte.

Maior São João do Mundo


TREM FORROVIÁRIO

Passeio em ritmo de forró


Diversão em clima familiar. Esse é o principal ingrediente do passeio mais animado do São João de Campina Grande. O Trem Forroviário já virou tradição, e todos os anos faz o percurso de Campina Grande até o Distrito de Galante, sempre lotado e muito, mas muito animado, por diversos trios de forrozeiros da região, que dão o ritmo ao passeio. A viagem dura cerca de 1h30 até o Distrito, distante 18 Km de Campina Grande.

Cada vagão conta com serviço de bar e seguranças. Equipes de saúde também trabalham no Trem Forroviário para garantir toda comodidade aos turistas.

Vendedores ambulantes que já providenciaram a compra dos mais variados produtos que ali serão vendidos, entre eles, os mais tradicionais da cultura nordestina, como feijão verde, arrumadinho, carne de bode, picado de bode, guisado, mocotó, pamonha e canjica.

A viagem dançante e animada, percorre uma bela paisagem da vegetação do semi-árido paraibano. O trem parte sempre aos sábados e domingos, às 10h da Estação Velha, onde funciona o Museu do Algodão, em Campina Grande, voltando às 15h para Campina.

Por Antônio C. F. Aquino