sábado, 26 de junho de 2010

Origem das festas juninas

As festas juninas remontam à Antigüidade, antes mesmo do surgimento do Cristianismo. Por toda a Europa no mês de junho os pagãos comemoravam o início do preparo da terra para o plantio, sendo então um mês bastante especial para a agricultura. Era o fim da primavera, se aproximando então o verão, com dias mais longos e quentes. A mudança destas estações, chamada de solstício de verão, era atribuída a deusa Juno, mulher de Júpiter, que fazia parte do panteão do Império Romano. Para os povos antigos os dias longos e quentes, após um período de rigoroso inverno, era uma benção que merecia rituais de agradecimento a tal divindade.

Quando o Cristianismo torna-se a religião oficial do Ocidente, no século IV, as principais celebrações pagãs foram incorporadas ao calendário das festas católicas, sendo reservado o dia 24 de junho à comemoração do dia do nascimento de São João Batista, sendo, a partir de então, criados pelos cristãos novos mitos para explicar as práticas pagãs. É o que chamamos hoje de sincretismo religioso. Para justificar o fogo (da fogueira) na festa cristã, conta-se que Santa Isabel teria acendido uma fogueira para avisar Maria – sua prima – do nascimento de seu filho João Batista. As comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia da morte de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e o da morte de São Pedro, 29 de junho.

Ao chegar no Brasil, os jesuítas difundiram a festa – comemorada com fogueiras, rezas e muita alegria -, que coincidiam com o período em que os índios realizavam seus rituais de fertilidade. Na época da colheita, a fartura era considerada uma bênção e devia ser comemorada com danças, cantos, rezas e muita comida, coincidindo com as comemorações juninas. É o momento de agradecimento pela abundância do ano anterior, reforçar os laços familiares e rezar para que os maus espíritos não impeçam a próxima colheita.

Em Campina Grande existiam as comemorações juninas nos bairros, de forma tímida e sem fins comerciais. O Maior São João do Mundo surge de um palhoção que existia perto do Centro Cultural.

Um "Mutirão" foi organizado para fazer o São João naquela área. Tendo a organização sido feita de última hora, os integrantes do mutirão estavam a pregar bandeirolas e a esperar o cimento secar poucas horas antes do início do evento. Das mil camisas que mandaram fabricar para venda no primeiro São João, tiveram que completar 12 mil, pois os pedidos eram muitos.

Tendo o prefeito Ronaldo Cunha Lima visto o sucesso atingido, fez toda a área do futuro Parque do Povo ser urbanizada e a Pirâmide do Parque do Povo ser construída.
Com o tempo, todas as atrações, barracas e tudo que se encontra no São João de Campina foram aparecendo: comidas típicas, artesanatos, os palcos, quadrilhas, ilhas de forró, cenários, casamento coletivo, trem do forró, etc.

Fique ligado(a):
PANTEÃO – O conjunto das divindades de uma religião politeísta.
SINCRETISMO - Fusão de elementos culturais diferentes, ou até antagônicos, em um só elemento, continuando perceptíveis alguns sinais originários.
SOLSTÍCIO – Época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador. Os solstícios situam-se, respectivamente, nos dias 22 ou 23 de junho para a maior declinação boreal, e nos dias 22 ou 23 de dezembro para a maior declinação austral do Sol. No hemisfério sul, a primeira data se denomina solstício de inverno e a segunda solstício de verão; e, como as estações são opostas nos dois hemisférios, essas denominações invertem-se no hemisfério norte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário